Ele é conhecido como uma “figuraça” na Frigelar da Alameda Glete, em São Paulo, onde costuma ir duas vezes por dia para se abastecer de peças e componentes essenciais ao seu trabalho de refrigerista autônomo.

Mas conversando alguns minutos com Heleno Antônio de Santana, percebe-se claramente que esse profissional expansivo e irreverente tem muita seriedade nos serviços que presta nas áreas de refrigeração doméstica, comercial de pequeno e médio portes, máquinas de gelo, lavadoras e secadoras.

Foi por isso, aliás, que nesses 35 anos de profissão ele sempre buscou aprimoramento por meio de cursos, como o realizado recentemente no Centro Técnico de Refrigeração (CTR), e também um treinamento específico na área da eletrônica.

“Você tem que saber onde começa, onde é o meio e o fim de um reparo, e só mesmo estudando é possível resolver os problemas dos equipamentos de hoje, mais desenvolvidos em tecnologia”, diz ele, ao justificar sua preocupação de estar sempre aprendendo.

Outro aliado desse nosso colega no dia a dia tem sido a sua versatilidade, pois nos meses mais frios, quando os negócios costumam cair no segmento doméstico, ele conta mais com a refrigeração comercial, sempre movimentada por causa do consumo no varejo.

Heleno Antônio de Santana é refrigerista há 35 anos

Mesmo assim, Heleno diz não sofrer muito com a famosa sazonalidade do setor. “Existem técnicos que reclamam da falta de serviço, mas o problema mesmo é a pouca qualificação de alguns, porque quando você é bom acaba sendo indicado por muita gente”, observa.

Esse mesmo entusiasmo demonstra José Lucas da Silva Souza, nosso colega que atua principalmente na refrigeração comercial e industrial. Às vezes, ele instala ar-condicionado.

Aliás, ele está animado com o Programa de Incentivo Fujitsu, que oferece bônus em dinheiro aos profissionais que recomendam as condensadoras da marca japonesa aos consumidores.

Estudo permanente é uma das melhores formas de se manter competitivo no mercado, diz José Lucas

Há cerca de 10 anos ele é cliente da unidade da Glete, onde costuma comprar itens como fluido refrigerante, compressor e central eletrônica. “Não tem loja que bata a Frigelar”, diz Lucas, quando perguntando sobre preços e promoções.

Sua queixa atual é mesmo contra o mercado em geral, principalmente o comércio, “pois, se quebram três equipamentos, o cliente só está arrumando um”, constata.

Na qualidade de refrigerista, ele só vê uma esperança: a especialização constante para a realização de serviços com garantia. “Se você for um bom técnico, também terá serviços e clientes de excelente qualidade”, ensina.