Macetes para regular o ar-condicionado no inverno

Num país tropical como nosso, é compreensível que boa parte das pessoas considere a climatização dos ambientes necessária apenas para amenizar os efeitos do verão.

Mas isso – ainda bem – tem mudado na mesma proporção da chegada ao mercado de novos modelos quente/frio e com maior eficiência energética, derrubando assim o mito do aumento exagerado da conta de luz.

Existem, porém, alguns cuidados a observar no dia a dia e cabe a nós, refrigeristas, dar essas dicas aos nossos clientes, até mesmo para que eles continuem sendo usuários por muitos e muitos invernos.

A primeira dessas informações eu ouvi do conselheiro Ricardo Vaz de Souza, da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (Asbrav), e vou compartilhar com você.

Segundo o engenheiro mecânico, é sempre bom lembrar que o ar-condicionado é um dos mais indicados sistemas de aquecimento, pois além de deixar a umidade relativa do ar ideal, ajuda a filtrar o ar e manter o conforto térmico.

Ele frisa ainda a importância da moderação na escolha da temperatura, devendo ficar sempre entre 21 °C e 24,5 °C, pois esta é a faixa na qual o corpo melhor se adapta. “Se colocarmos em 30 °C para esquentar o ambiente e depois baixarmos a temperatura, o que é comum acontecer, o gasto de energia elétrica aumenta, pois o equipamento vai realizar dois processos: aquecer e depois resfriar o ambiente”, explica o especialista.

Para manter o ambiente aquecido e diminuir a necessidade de utilizar sistemas de aquecimento, o conselho dele é deixar entrar a luz solar e manter os vidros fechados. Abrir persianas e cortinas durante o dia também é recomendado.

Finalmente, quem possui o equipamento unicamente na opção de resfriamento deve ligar os aparelhos pelo menos uma vez por mês durante meia hora, pois assim se movimentam fluidos e óleos, procedimento capaz de evitar defeitos futuros.

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