Ao decidir colocar o fluido refrigerante R-134a no lugar do isobutano (R-600a) num sistema de refrigeração, deve-se ter em mente que a diferença básica está no lubrificante a ser utilizado.

Enquanto o R-600a funciona bem com óleo mineral, o R-134a trabalha com o sintético poliol éster (POE), que não tem a mesma facilidade de diluir graxas e outros resíduos.

Quando a mistura entre fluido e óleo se aquece, essas substâncias – agora indesejáveis – passam normalmente pelo sistema, mas, ao esfriar, acabam se depositando nas paredes internas, provocando com isso obstruções nos capilares, quando não no próprio evaporador.

O resultado dessa situação é parecido com os entupimentos causados pela umidade, ou seja, diminuição da capacidade de refrigeração do equipamento.

Como, então, evitar esse efeito colateral no seu retrofit?

Pois bem, considerando que o R-134a tem densidade maior que o R-600a, os capilares passam do diâmetro 0,28 para 0,31.

Outra providência necessária é uma boa limpeza do condensador, o mesmo se aplicando com o evaporador, a linha de sucção e o próprio capilar.

Uma vez observados esses cuidados, vá em frente, pois certamente seu cliente ficará satisfeito com a qualidade do seu serviço.

E lembre-se sempre: em caso de qualquer dúvida em relação a esse tipo de retrofit, consulte o fabricante do compressor.

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