Embora a maioria de nós esteja acostumada a instalar aparelhos split, nunca é demais relembrar as melhores práticas da área, até mesmo por haver colegas que podem estar chegando agora a esse mercado, apontado por estudo internacional como o de maior crescimento no mundo.

A primeira coisa a ter em mente é que o sucesso de um serviço do gênero começa bem antes da instalação propriamente dita, pois é preciso saber de antemão qual a capacidade ideal da máquina a ser adquirida, dependendo da configuração do local.

Nessa hora é preciso analisar todas as fontes de aquecimento do ambiente: quantidade e dimensão de aberturas e janelas, revestimentos usados no local, lâmpadas, computadores e demais equipamentos elétricos existentes, bem como o número de frequentadores do espaço.

Definidos os BTU/h ideais para o split, resta saber como estão as instalações elétricas do local. Por exemplo, se a espessura do cabeamento tem uma bitola condizente com a potência do aparelho, para evitar que o disjuntor desarme sempre que houver superaquecimento da fiação.

Além disso, o quadro de distribuição do edifício precisa ter um disjuntor dedicado exclusivamente para o ar-condicionado. Na falta dessas condições, um eletricista deve ser procurado.

E onde instalar as unidades internas e externas? Bem, a evaporadora precisa ficar num ponto do ambiente sem radiação solar e livre de obstáculos no fluxo de ventilação.

Já a condensadora deve ficar do lado externo, de modo que faça a correta dissipação do calor absorvido na evaporadora, ou seja, sem nenhuma obstrução e igualmente protegida da insolação.

Se for afixada na parede, requer a utilização de parafusos e buchas adequados, assim como de um coxim de borracha, caso a opção seja assentá-la no chão de uma sacada, por exemplo.

Em seguida, vêm os cuidados com a tubulação para unir as duas unidades. Sempre revestidas por isolantes térmicos, elas devem obedecer a distância indicada pelo fabricante, a fim de evitar indesejáveis trocas de calor com o ambiente.

Na instalação da rede também vale a pena observar a posição do sifão, que varia de acordo com o desnível entre condensadora e evaporadora. A realização de curvas, por sua vez, deve contar sempre com a ajuda de ferramenta apropriada, para manter um raio longo e, com isso, facilitar o fluxo de refrigerante.

Uma vez conectadas as tubulações, a próxima providência a tomar é pressurizar a linha para verificar vazamentos e, posteriormente, criar o vácuo para remover toda a umidade interna.

Outra providência vital é a instalação de um ponto de drenagem para o escoamento da condensação provocada pelo resfriamento do ar na unidade evaporadora.

Quando o prédio não possui infraestrutura para se despejar essa água no esgoto, ela pode ser levada para qualquer outro lugar, desde que seja do lado de fora do ambiente.