Como diminuir os efeitos da crise

Trabalhando como autônomo ou empresário, o refrigerista deve observar certos cuidados desde já para não sofrer tanto com a pandemia

Com a retomada gradativa das atividades econômicas país afora, precisamos ficar a postos para atender estabelecimentos de toda a espécie que estavam fechados ou funcionando parcialmente nos últimos dois meses, e agora precisarão estar com os seus equipamentos de refrigeração e ar-condicionado tinindo. Sem falar nos hospitais, farmácias e outros estabelecimentos essenciais que já estavam na ativa.
Para prestar nossos serviços da melhor forma possível num cenário assim, nada melhor do que colocar em dia a situação de nossas casas e oficinas, a partir da saúde financeira tão necessária para que as coisas andem bem, já a partir do psicológico de todo profissional e empresário.
O planejamento financeiro de 2020, que todo empreendedor consciente já havia preparado, precisa ser revisto urgentemente, se até agora não foi, diante das contingências tão especiais deste ano, que sequer chegou à metade.
O capital de giro, por exemplo, é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa ou autônomo, e se ele faltar nos meses difíceis que ainda teremos pela frente, o jeito é pensar nos empréstimos, descontos de duplicatas e outros recursos existentes no mercado.
No caso dos bancos, pesquisa recém-divulgada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) releva que 60% dos pequenos negócios que buscaram crédito desde o início da pandemia tiveram o pedido negado.
Em compensação, o governo tem ampliado as opções para esses clientes, ao expandir, por exemplo, a linha BNDES Crédito Pequenas Empresas; o programa Proger Urbano Capital de Giro, operado pelos bancos públicos federais; juntamente com a adoção de medidas como antecipação de férias, redução de jornada e salários, liberação de auxílio de R$ 600 e permissão de novos saques do FGTS.
Os bancos comercias também tem dado espaço a renegociações, adiando vencimentos de empréstimos e financiamentos, valendo a pena, portanto trocar uma ideia com o seu gerente, antes de procurar outras bandeiras
Alternativa igualmente interessante pode ser o fomento comercial, composto por factorings e securitizadoras de crédito, empresas que antecipam a entrada no seu caixa das vendas a prazo, mediante a cobrança de uma taxa, no lugar de juros. Nesta modalidade há ainda as Empresas Simples de Crédito (ESC), autorizadas pelo governo há pouco mais de um ano, e que além de antecipar a receita gerada por recebíveis, fazem empréstimos convencionais para micro e pequenas empresas.
Mas tão importante quanto saber aproveitar todas essas possibilidades de obter dinheiro novo, a um custo relativamente baixo em tempos de taxa Selic a 1,5% ao ano, é saber segurar ao máximo o que já está nas mãos, controlando os gastos com muito critério.
Ou seja, cortando tudo que não seja essencial agora, inclusive investimentos, reduzindo estoques; e renegociando contratos como os de aluguel, na tentativa de obter desconto e até mesmo o resgate de valores dados em caução.
E lembre-se, baixe o quanto antes o Aplicativo Frigelar e faça compras por meio de cartão de crédito ou fatura, além de obter peças com descontos exclusivos, participar de promoções e sorteios. Juntos sairemos dessa crise ainda mais fortalecidos. Conte com a gente para que a população possa contar com o nosso segmento.

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