Bem, a gente sabe que desde 2010 os clorofluorcarbonos (CFCs) não são mais utilizados em equipamentos novos de refrigeração e ar-condicionado, a fim de preservar a camada de ozônio.

Mas eles ainda circulam numa grande quantidade de instalações, principalmente na área da refrigeração industrial, justamente a que consome maiores volumes de fluido refrigerante.

Tudo bem, os HCFCs e HFCs resolveram essa questão, você deve estar pensando. Mas os HCFCs também destroem a camada de ozônio e, assim como os HFCs, eles contribuem para o aquecimento global.

Para contornar esse problema, surgiram, por exemplo, novos fluidos sintéticos à base de hidrofluorolefinas, as HFOs, mas que, às vezes, são levemente inflamáveis.

Além disso, tem aumentado o uso de refrigerantes naturais como os hidrocarbonetos (HCs), como o propano (R-290) e o isobutano (R-600a), que também são inflamáveis e, por isso, exigem cuidados especiais.

Uma das alternativas mais utilizadas já há um bom tempo é a amônia (R-717). Ela não destrói o ozônio nem aquece o planeta, mas apresenta como ponto de atenção o fato de ser inflamável e tóxico.

A solução para o seu uso seguro nas áreas urbanas tem sido os sistemas indiretos. Quer dizer, ela fica confinada do lado de fora, onde ela resfria um fluido refrigerante secundário que circula nos equipamentos internos.

No caso de vazamento, pesa a seu favor o cheiro fortíssimo, mesmo quando está no ar em pequenas quantidades, permitindo com isso uma rápida manutenção para evitar acidentes.

Já o dióxido de carbono (R-744) não é inflamável nem tóxico e tem um potencial de aquecimento global (GWP, em inglês) de apenas 1. Mas, por ser mais denso que o ar, oferece risco de asfixia em baixas concentrações, o que torna recomendável o uso de detectores de vazamento e ventilação especial.

Nos sistemas de refrigeração ele opera em pressões mais altas que as dos HFCs e, apesar de exigir componentes especiais para operar de forma segura, suas tubulações podem ter um diâmetro reduzido, o que barateia a instalação.