Você já deve ter reparado que os clientes de refrigeração comercial têm valorizado muito as configurações compactas, sem a necessidade de casas de máquina para abrigar o coração do sistema.

Neste cenário, os compressores incorporados aos equipamentos de frio vêm fazendo sucesso, o mesmo acontecendo com o uso do propano (R2-90), ficando o CO₂ como tendência para casas de máquinas e refrigeração remota.

Eu li no Clube da Refrigeração, da Embraco, uma matéria muito interessante sobre como funcionam esses refrigerantes e as instalações que o recebem, e vou resumir aqui pra você.

Antes de tudo, vale lembrar que existem dois tipos de sistemas, os 100% com CO₂ e os híbridos.

Como o nome já diz, os primeiros só utilizam CO₂ e são mais comuns em países com temperatura ambiente abaixo de 21°C, sendo também chamados de sistemas transcríticos.

Os híbridos, por sua vez, utilizam o CO₂ na baixa temperatura (congelados), e fluidos como o R-290, R-134a, R-404A e R-717 fazendo a condensação na média temperatura. Normalmente os sistemas em cascata utilizam esse método.

No caso do sistema transcrítico, ocorre um resfriamento do fluido no gás cooler, já que as temperaturas superam as marcas críticas do CO₂, e as

pressões de trabalho podem chegar a 90 bar ou 1.305 psig na alta pressão.

O fluido refrigerante se armazena no tanque de líquido, sendo depois distribuído para os sistemas de baixa e média temperaturas, sempre pela parte de baixo do tanque, de tal forma que só vá líquido para o sistema.

Na média temperatura, o fluido sai do tanque, passa pela válvula de expansão e pelo evaporador, sendo logo succionado pelos compressores de média temperatura.

No sistema de baixa temperatura o refrigerante segue o mesmo caminho, mas antes é succionado pelos compressores de baixa temperatura, que fazem a pressão baixar para as condições de congelados, fechando-se o circuito quando o fluido é enviado para a sucção dos compressores de média temperatura.

Em se tratando de um sistema híbrido, também conhecido como subcrítico ou cascata, aplica-se o CO₂ no circuito de baixa temperatura e outro fluido no de alta.

Assim, a condensação do CO₂ ocorre com a evaporação do outro fluido, o que eleva o Coeficiente de Performance (COP) do ciclo.

Em outras palavras, o sistema de média temperatura tem um evaporador que é o condensador do sistema de baixa temperatura com CO₂, função normalmente exercida por um trocador a placas.

Uma das vantagens desse sistema é que suas condições de pressão se assemelham às do R-410A e ele pode operar em qualquer tipo de clima, inclusive com temperaturas acima de 21°C.

Bem, espero ter ajudado a explicar esse assunto que tende a ser cada vez mais frequente no nosso dia a dia. O negócio é conhecer a fundo as novidades que estão chegando ao mercado para poder sair na frente e oferecer aos nossos clientes aquilo que eles estão procurando.