Como profissional consciente que é, você deve estar orientando seus clientes a utilizarem, na medida do possível, fluidos inofensivos à camada de ozônio e sem impacto sobre o efeito estufa nos seus sistemas de refrigeração e ar condicionado.

Mas quando a opção recair sobre os hidrocarbonetos pentano (R-601) e isopentano (R-601a) é importante ter em mente a necessidade de cuidados especiais, pois, embora sejam recomendáveis do ponto de vista ecológico, esses refrigerantes são inflamáveis.

A primeira coisa a levar em conta ao trabalhar com eles é a existência de três ingredientes básicos para o início de um incêndio: um combustível na concentração certa, uma quantidade de oxigênio e uma fonte de ignição.

Neutralizar o risco apresentado pelo combustível requer o seu confinamento, seja num cilindro ou no próprio sistema de refrigeração, evitando-se que ele se espalhe por outras áreas, em caso de vazamento.

Quanto ao ar, embora ele seja um dos fatores da combustão, também funciona como dispersante do gás eventualmente liberado no ambiente, o que faz da boa ventilação outra forte aliada contra acidentes.

Por fim, as fontes de ignição devem ser eliminadas, com o exame detalhado de faíscas produzidas pelo sistema ou nas suas vizinhanças, o que inclui aparelhos elétricos, ferramentas de soldagem e corte, superfícies quentes, chamas abertas de equipamentos de aquecimento e materiais presentes em fumaças.

Pronto, agora você está mais inteirado sobre o assunto. Mas lembre-se: para qualquer alteração no projeto inicial e/ou substituição do fluido refrigerante original por outro de diferente classificação, é sempre recomendável consultar o fabricante do equipamento.

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